Nattan quer Barretos para outros ritmos, mas defende que eventos preservem a essência: 'Viola no campo, sanfona na vaquejada'

  • 24/08/2026
(Foto: Reprodução)
Nattan defende que Barretos tenha 80% de sertanejo e 20% de outros gêneros O cantor Nattan defende que a Festa do Peão de Barretos abra espaço para gêneros além do sertanejo, desde que a conta feche em 80% de música sertaneja e 20% do resto. E diz que a regra deveria valer no caminho inverso, nas festas juninas do Nordeste do país. "Eu acho que não pode se perder a essência. Como em Barretos, não pode se perder a essência de que seja uma festa de peão, que sejam as tradições sertanejas", afirmou ao g1. "Mas eu também não vejo mal nenhum em 20% das atrações para a gente abrir esse espaço, ter atrações diferentes." Cantor de forró, Nattan se apresentou no último sábado (22) na 71ª edição da festa, no camping e no palco Estádio. Nesta edição, o evento recebe também Belo, Turma do Pagode, Pixote, Alexandre Pires, Natanzinho Lima, Calcinha Preta e Alok. FOTOS: Nattan na Festa do Peão Para ele, a troca precisa ser de mão dupla. "Quando vem para cá, para o Nordeste, que é um São João, a gente deve abrir também espaço para o sertanejo. Mas que não perca a essência realmente do que é o São João." O cantor resume a posição em uma frase: "Quando se junta tudo é onde se chega mais longe. Ninguém consegue nada sozinho, ninguém faz nada sozinho." Nattan se diverte em show no palco da Festa do Peão de Barretos 2026 Ricardo Nasi/g1 Viola no camping, sanfona na vaquejada Nattan diz que a aproximação funciona porque as duas culturas se parecem mais do que aparentam. O paralelo que ele faz é o do músico que leva o instrumento para o meio do mato. "O sertanejo leva a viola para dentro do campo e toca, gosta de comer e gosta de se aventurar", disse. "É o mesmo jeito que o nordestino vive: ele leva uma sanfona para o meio do campo também, para a vaquejada, onde estão os gados, e ali mesmo é onde ele faz a comida." Segundo ele, a semelhança está na culinária e no modo de viver. "A minha maior intenção com certeza é levar minha cultura também, para que eles possam conhecer o quanto nossa música é linda." Ele diz enxergar o movimento crescendo no país. "Que mal tem em se misturar um pagode com forró, um sertanejo com brega, um funk com um rock?" Nattan leva forró e o clima de vaquejada do Ceará à Festa do Peão de Barretos 2026 Ricardo Nasi/g1 'Músicas que fiquem' Aos 28 anos, Nattan diz buscar repertório mais duradouro. Ele grava um novo projeto, ainda sem nome e sem data de lançamento. "Eu estou buscando músicas que realmente sejam atemporais, que façam da minha carreira uma carreira mais sólida", afirmou. "É importante passear em todos os gêneros, se atualizar, se modernizar. Mas 80% do que seja o Nattan, eu quero essas músicas atemporais, músicas que fiquem." O exemplo que ele dá é "Morena", lançada há cerca de quatro anos e hoje, segundo o cantor, a mais forte do repertório ao vivo. Ele chama esse tipo de faixa de música de cauda longa: "Demora mais para entrar, mas depois que entra, ela fica." O processo, diz, mudou de ritmo. "Agora eu acalmei. Estou dentro do estúdio, compondo, escrevendo, atrás de música, fazendo produção musical." Leia mais notícias da Festa do Peão de Barretos 2026

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/festa-do-peao-de-barretos/noticia/2026/08/24/nattan-quer-barretos-para-outros-ritmos-mas-defende-que-eventos-preservem-a-essencia-viola-no-campo-sanfona-na-vaquejada.ghtml


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