'Não tenho mais lágrimas para chorar', diz pai após morte de menino atropelado por motorista que fugiu em Ribeirão Preto
05/01/2026
(Foto: Reprodução) Grupo faz protesto após morte de menino atropelado com a mãe em SP
O pai do menino de 6 anos atropelado com a mãe no acostamento do trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, no distrito de Bonfim Paulista, em Ribeirão Preto (SP), destacou o sentimento de tristeza e revolta após a confirmação da morte do filho, neste domingo (4).
"É muita revolta. Você olha para mim, e não tenho mais lágrimas para chorar. Quem está me segurando aqui, eu creio, é o Espírito Santo de Deus, que está me mantendo de pé.
O relato ocorreu durante o protesto de um grupo que pediu punição para o motorista suspeito de atropelar Eliene de Santana Maia, de 33 anos, e o filho, Guilherme da Silva Maia, e fugir do local. O homem de 25 anos se apresentou à Polícia Civil no fim da tarde de sexta-feira (2) e, ao prestar esclarecimentos, negou ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir (veja abaixo).
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Apesar disso, Albertino acredita que o motorista estava alcoolizado.
"Eu afirmo: esse cara estava embriagado, porque data final de ano, festa, todo mundo curtindo. Ele afirma para a própria polícia, quando ele vai se apresentar com dois advogados, que estava vindo de duas festas e ia para uma terceira. Daí eu pergunto: você acha que o cara não tomou nada nessas duas festas?."
Albertino da Silva Filho, pai do menino de 6 anos que morreu após ser atropelado no acostamento em Bonfim Paulista, zona sul de Ribeirão Preto
Reprodução/EPTV
Guilherme da Silva Maia estava internado em estado gravíssimo desde 1º de janeiro no Centro de Terapia Intensiva Pediátrica (CPI) da unidade de emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE), mas teve a morte confirmada neste domingo. O velório e enterro acontecem na manhã desta segunda-feira (5), em Bonfim Paulista.
Já a mãe, que sofreu fraturas nas pernas, na bacia, no braço e no rosto, segue internada no HC.
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Revolta e protesto
A manifestação durou cerca de uma hora e foi realizada em frente a um posto de combustíveis, perto de onde mãe e filho foram atropelados.
Os moradores pediram punição para o responsável e providências das autoridades públicas para melhorar a segurança do trânsito na região.
"É muita imprudência. A gente mora há anos aqui e nem todo mundo tem condições de um transporte, tem que descer aqui a pé e os carros não respeitam. Muita imprudência e o jeito que a gente viu que o Guilherme e a mãe foram atropelados, e ele ainda fugiu, é muita falta de respeito com a vida humana", disse a diarista Carla Renata Sanchez, uma das participantes do protesto.
Também presente no protesto, a jardineira Bruna Cassiano afirma que o trânsito na região é muito ruim e causa riscos inclusive a crianças. Todos os dias ela faz o caminho a pé para levar o filho para a escola.
"Aqui tinha que ter no mínimo um pontilhão para as crianças poderem atravessar", reclamou.
Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, não resistiu aos ferimentos causados por atropelamento em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, SP
Arquivo pessoal
Atropelamento e morte em Bonfim Paulista
O atropelamento foi gravado por câmeras de segurança e ocorreu na Rua Professor Felisberto Almada, em um trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, em direção a Ribeirão Preto, na quinta-feira, 1º de janeiro.
As imagens mostram o momento em que um carro saiu da pista e pegou mãe e filho, pelas costas, que caminhavam no acostamento.
Testemunhas que estavam em um posto de combustíveis disseram para a polícia que avisaram o motorista, mas ele seguiu em direção a Ribeirão Preto.
As vítimas foram levadas à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE).
A mãe do menino, Eliene de Santana Maia, de 33 anos, sofreu fraturas nas pernas, na bacia, no braço e no rosto. Guilherme estava internado no CTI Pediátrico em estado gravíssimo, mas teve a morte confirmada neste domingo.
O motorista de 25 anos suspeito de fugir após o atropelamento se apresentou à Polícia Civil no fim da tarde de sexta-feira (2) e, ao prestar esclarecimentos, negou ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir, mas alegou ter se distraído com a central multimídia do veículo em que estava, segundo o delegado do 7º Distrito Policial Ariovaldo Torrieri.
Ele, que foi liberado em seguida, também disse que, na hora do colisão, achou que tivesse atingido um guard-rail e, por isso, foi embora sem prestar socorro às vítimas.
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