Jovem acusada de tentar matar namorado com açaí envenenado é presa em hotel de Ribeirão Preto
15/04/2026
(Foto: Reprodução) Jovem acusada de tentar matar namorado com açaí envenenado é presa em Ribeirão Preto, SP
A jovem Larissa de Souza Batista foi presa na manhã desta quarta-feira (15). Ela é acusada de arquitetar um plano para matar o namorado, Adenilson Ferreira Parente, com açaí envenenado, em fevereiro deste ano.
Larissa era considerada foragida desde segunda-feira (13), quando a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva.
Ela foi encontrada em um hotel em Ribeirão Preto (SP), após investigações de policiais da Delegacia de Polícia de Investigações sobre Homicídios (Deic).
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Jéssica Nozé, advogada da acusada, afirmou que não havia necessidade da prisão, já que, segundo ela, a cliente colaborou com as investigações. Durante as apurações, Larissa negou envolvimento no envenenamento.
"A prisão é uma segregação cautelar, uma medida de urgência, de alta necessidade. Aqui, a alta necessidade teria acontecido quando dos fatos, que foi em 2 de fevereiro. Aqui, a gente já está em 15 de abril. São mais de dois meses desde que os fatos aconteceram. Em todo esse momento, a Larissa foi colaborativa, foi até a delegacia antes mesmo de ser intimada, teve busca e apreensão mesmo sem ouvi-la e sem pedir dados dela. O celular, ela teria entregue à polícia se houvessem pedido, mas não foi. Ela foi depois ser ouvida formalmente, retornou à delegacia para buscar o celular, tudo isso com vontade."
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O que as investigações apontaram
A Polícia Civil e o MP concluíram que Larissa somente não conseguiu matar o namorado por circunstâncias que fugiram ao controle dela. Ela permaneceu em silêncio durante a prisão e não ofereceu resistência.
Anteriormente, quando Larissa já tinha sido indiciada, laudos confirmaram a presença de chumbinho no copo de açaí consumido pela vítima em fevereiro deste ano. Adenilson chegou a ser hospitalizado, sobreviveu e, durante as investigações, ainda acreditava na inocência da namorada.
“Total responsabilidade da Larissa e mais uma vez, dizendo, isentando por completo a responsabilidade de qualquer funcionário da loja, foi a Larissa que premeditou, foi a Larissa que colocou o chumbinho, foi a Larissa que tentou matar o Adenilson”, afirma o promotor Eliseu Berardo Gonçalves.
Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP)
Reprodução/EPTV
Na denúncia, o MP acusa Larissa de tentativa de homicídio qualificado por meio cruel, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ao acatar o pedido, a Justiça entendeu que, além de ter ligações familiares em outro estado, a acusada responde por um crime com pena que pode chegar a 30 anos de prisão, o que aumenta as chances de fuga.
Além disso, concluiu que há indícios de que Larissa tentou esconder provas durante o processo. Segundo a Polícia Civil, ela "resetou" o celular dias depois do envenenamento, em fevereiro.
Substância encontrada em copo de açaí consumido por jovem que passou mal em Ribeirão Preto, SP, é terbufós
Reprodução/g1
Açaí envenenado
O caso aconteceu no dia 5 de fevereiro, quando Larissa foi a uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona Leste da cidade, por volta das 16h para retirar o pedido de dois copos de açaí com morango, leite condensado e amendoim.
Imagens de câmeras de segurança de vizinhos do casal mostram o momento em que Larissa e Adenilson chegaram em casa de carro. Ela carregava uma sacola com os dois copos de açaí e entregou um deles ao namorado antes de entrar na residência.
Segundo a polícia, ainda dentro do carro, Larissa teria colocado algo em um dos copos de açaí e depois descartado um saquinho plástico em via pública. No depoimento, ela afirmou que adicionou leite condensado, que veio à parte.
Nas imagens, também é possível notar que, na sequência, a jovem entregou o copo ao namorado e entrou na casa. Ele deixou o açaí no chão e saiu com o carro. Minutos depois, Larissa foi até a garagem, recolheu o copo e entrou novamente na casa. Adenilson retornou à residência e ficou no local por cerca de 20 minutos.
Por volta das 20h, a câmera de segurança da loja onde o açaí foi comprado flagrou o casal retornando ao local para reclamar da compra. Adenilson já sentia queimação na garganta, tontura, sonolência intensa e gosto de óleo de motor de carro. Depois disso, ele chegou a ser internado, mas se recuperou e sobreviveu à ingestão de chumbinho.
Justiça decreta prisão de jovem acusada de tentar matar namorado com açaí envenenado
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