'Golpe do amor': suspeito acumula ficha com diferentes crimes em pelo menos 4 estados; veja casos
27/06/2026
(Foto: Reprodução) Tatuagem no braço a ajudou a descobrir que foi vítima de ‘golpe do amor’
Thiago Cristiano Boch, investigado pela Polícia Civil de Franca (SP) por suspeita de estelionato ao aplicar o chamado “golpe do amor” na namorada, já teve o nome ligado a investigações e processos judiciais em vários estados e por diferentes crimes.
O homem de 38 anos, natural de Foz do Iguaçu (PR), aparece em ações de indenização e processos em fases distintas ligados tanto a vítimas do “golpe do amor” como de crimes como receptação e circulação de moedas falsas (veja mais detalhes abaixo).
A denúncia mais recente é a de Franca. Segundo o boletim de ocorrência, uma auxiliar de laboratório afirma ter perdido cerca de R$ 15 mil durante um relacionamento com Boch.
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Ao descobrir o sobrenome de Boch, por meio de uma tatuagem, a mulher pesquisou o nome dele na internet e encontrou reportagens sobre crimes anteriores envolvendo o companheiro.
Até o momento, nenhum advogado se apresentou à Polícia Civil em Franca para representá-lo.
O g1 tentou falar com Boch por telefone e por mensagens de aplicativo, mas ele não comentou o assunto até a última atualização desta reportagem.
Thiago Cristiano Boch é suspeito de aplicar o golpe do Don Juan em uma mulher em Franca (SP)
Arquivo pessoal
Golpe do amor em Minas Gerais
Em 2022, Boch foi condenado pela Justiça de Contagem (MG) por estelionato, em um crime semelhante ao 'golpe do amor'. A sentença judicial fala de estelionato, abuso de confiança com prejuízo financeiro à vítima.
🔎Segundo o Código Penal brasileiro, estelionato é quando uma pessoa obtém vantagem ilícita para si mesma ou para outra, causando prejuízo a alguém e induzindo ou mantendo a vítima em erro por meio de fraude. A pena prevista é de um a cinco anos de detenção e multa.
A mesma sentença o absolveu, por falta de provas, da acusação de furto feita pela vítima.
A Justiça fixou pena de um ano de prisão em regime aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de multa. A decisão também determinou uma indenização de R$ 4,7 mil à vítima pelos prejuízos causados.
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Golpe do Don Ruan na Paraíba
Em 2018, Boch foi preso em Minas Gerais durante uma investigação da Polícia Civil da Paraíba. Conforme noticiou o g1 na época, Boch era suspeito de ter feito cinco vítimas, quatro em João Pessoa (PB) e uma em Campina Grande (PB).
A investigação apontou que ele vendeu o carro da ex-namorada em um aplicativo de vendas on-line e depois sumiu com o veículo e cerca de R$ 6 mil pagos por pessoas que compraram o veículo, nas duas cidades. Uma das vítimas já o acusava de "golpe do Don Juan".
O caso deu origem a uma ação penal por estelionato. O processo do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), registra condenação em 2019, mas os recursos não foram esgotados.
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Crimes no Paraná
No Paraná, Thiago foi condenado 2010 por receptação e por circulação de moeda falsa. As penas impostas foram consideradas cumpridas e deixaram de representar pendências perante à Justiça.
Segundo o advogado criminalista Leonardo Pontes, uma condenação permanece no histórico judicial da pessoa, mas deixa de representar uma pendência depois que a pena é cumprida.
Ações em São Paulo e Itu
Em 2026, uma mulher entrou na Justiça de São Paulo pedindo indenização de R$ 26,2 mil por danos morais e materiais.
Na sentença, o pedido contra Thiago Boch não foi analisado porque ele não foi localizado para ser citado no processo. A decisão condenou apenas o um outro réu a devolver R$ 7 mil à autora, com correção monetária e juros.
O pedido de indenização por danos morais foi rejeitado.
Em 2022, Thiago foi denunciado por estelionato por um casal em Itu (SP). Ele pegou o carro das vítimas e vendeu a outro casal, de Sorocaba (SP), por R$ 10 mil, sem que os donos soubessem.
Em agosto de 2023, a defesa alegou falta de provas, mas a Justiça o condenou a um ano e seis meses de reclusão, em regime aberto. Ele ainda foi obrigado a ressarcir a vítima que comprou o veículo no valor da transação.
A Justiça deu a Boch o benefício de recorrer em liberdade. Ao transitar em julgado, foi expedido o mandado de prisão para início do cumprimento da pena.
Investigação em Franca
Suspeito de 'golpe do amor' reclamou de repercussão do caso com vítima de Franca (SP).
Arquivo pessoal
No caso investigado em Franca, a auxiliar de laboratório afirma que Boch dizia precisar de dinheiro para despesas pessoais e prometia devolver os valores após receber recursos da venda de um imóvel da família.
Ela também relatou à polícia que teve dinheiro retirado da conta bancária sem autorização durante uma viagem ao Paraná depois que ele a embebedou
O prejuízo informado no boletim de ocorrência é de aproximadamente R$ 15 mil.
Ela contou à polícia que conheceu o investigado por um aplicativo de relacionamentos, fez empréstimos, alugou um carro em seu nome para ele trabalhar como motorista de aplicativo e desconfiou dele durante uma viagem no Dia dos Namorados à Curitiba (PR) depois que ele a embebedou e usou R$ 5 mil da conta dela sem autorização.
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