Comerciante descobre que está morto desde 2024 ao tentar retirar medicamento no Farmácia Popular
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Comerciante tenta retirar medicamento em farmácia em SP e descobre que está morto
Há um ano, o comerciante Guelfo de Favari Júnior, de 62 anos, consta como morto no Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (CadSUS), mas foi só na última quarta-feira (25), quando precisou de medicamentos para um tratamento no coração, que descobriu a situação.
A confusão começou em dezembro de 2024, quando o pai dele, Guelfo de Favari, morreu e ele foi o responsável por registrar o óbito. O comerciante procurou os órgãos competentes e deu baixa no cadastro do pai.
Durante todo o ano de 2025, Júnior continuou comprando os remédios que precisava e, até então, não tinha ideia do que tinha acontecido.
"Ele [o pai] faleceu no dia 4 de dezembro de 2024 e eu entrei com a documentação do óbito no cartório dia 16. No dia 15, eles me cortaram, trocaram tudo. Ninguém sabe explicar o que está acontecendo. Se fui eu que pedi a certidão de óbito dele, que fui até o cartório, como eu poderia estar morto?"
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Guelfo de Favari Júnior registrou o óbito do pai, mas acabou dado como morto em Ribeirão Preto, SP
Marcelo Moraes/EPTV
Júnior tem arritmia e pressão alta. Ao precisar fazer tratamento contínuo com medicamentos retirados na Farmácia Popular, foi a uma farmácia na quarta-feira e foi informado que o cadastro no SUS estava desativado por motivo de falecimento.
"Cheguei na farmácia e na hora que me disseram isso. Falei 'olha está tendo um engano, porque o nome dele [pai] é o mesmo que o meu, o meu só vem Júnior no final'. O que aconteceu é que uma pessoa baixou meu nome nessa data, só que eu estava dando o óbito do meu pai. Aí me deram como morto".
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O comerciante Guelfo de Favari Júnior descobriu que está morto no SUS após tentar retirar medicamentos no Farmácia Popular em Ribeirão Preto, SP
Marcelo Moraes/EPTV
O comerciante diz que nos últimos dias tentou diversas formas de buscar informações para reativar o cadastro, mas sem sucesso.
"É constrangedor e eu não sei se o que pode acontecer agora. Ninguém sabe explicar onde resolve esse problema, não acha essa pessoa que baixou [o cadastro no sistema]. Ontem [segunda-feira] fiquei o dia inteiro em mais de oito departamentos. A gente não chega em um contexto desse problema".
Júnior procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência. Ele pretende acionar a Justiça.
Procurado, o Ministério da Saúde reconheceu o erro no cadastro do paciente no SUS e disse que a situação já foi corrigida. A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto afirmou que os dados estão corretos após a reclamação.
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