Atropelamento e morte de menino: frentista diz que testemunhas tentaram alertar cantor após colisão no acostamento
06/01/2026
(Foto: Reprodução) Testemunhas tentaram alertar motorista que atropelou criança em Ribeirão, diz frentista
Um frentista do posto vizinho ao local onde uma mulher de 33 anos e o filho de 6 anos foram atropelados em Ribeirão Preto (SP) afirma que o condutor não parou para prestar socorro, mesmo com as tentativas de alerta por parte de clientes do estabelecimento em Ribeirão Preto (SP).
Segundo Marcelo Santos, o cantor Gustavo Perissoto de Oliveira foi embora do local sem demonstrar intenção de ajudar as vítimas. O menino morreu após ser internado com ferimentos gravíssimos.
"Alguns funcionários que estavam na frente, na pista, quando alguns clientes gritaram. Ele chegou até a olhar para o lado. Em momento algum esboçou a tentativa de parar, de tentar entender o que estava acontecendo", afirma Marcelo Santos.
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O frentista também afirma que o investigado chegou a pegar uma rua na contramão ao ir embora. "O que a gente entende? Ele não teve intenção de parar. Até mesmo um cliente que estava ali foi atrás dele, mas já não conseguiu mais encontrá-lo", diz.
O cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, suspeito de atropelar menino e mãe no acostamento em Ribeirão Preto
Reprodução/EPTV
Gustavo Perissoto de Oliveira, que compareceu um dia depois da colisão, prestou esclarecimentos e é investigado por homicídio culposo, ou seja, cometido sem intenção de matar, mas foi liberado por falta de requisitos legais para uma eventual prisão. A Polícia Civil começou a ouvir as primeiras testemunhas do caso.
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O motorista argumenta que, após se distrair com a central multimídia do carro, achou que tivesse atingido o guard-rail ao lado da rodovia, e por isso não parou para prestar socorro. Ele também negou ter consumido bebida alcoólica.
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'Se ele quisesse teria parado'
Frentista no mesmo posto, Paulo Sérgio Peres afirma que foi um dos que gritaram para tentar, sem êxito, alertar o motorista.
"Não tinha nenhum carro atrapalhando, fazendo ruído pra que ele não ouvisse. se ele quisesse ele teria parado, sim. mas ele não parou, ele foi embora", afirma.
Ele afirma que, no momento da batida, havia mais de dez pessoas no posto que viram o que aconteceu. "Nós estávamos em quatro funcionários e mais ou menos uns seis, sete clientes. Acho que a maioria gritou. Se me chamarem, eu vou contar exatamente o que aconteceu, o que eu presenciei."
Atropelamento em Bonfim Paulista
O atropelamento foi gravado por câmeras de segurança e ocorreu em um trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, em direção a Ribeirão Preto, na quinta-feira, 1º de janeiro. As imagens mostram o momento em que um carro saiu da pista e pegou mãe e filho, pelas costas, que caminhavam no acostamento.
Eliene de Santana Maia, de 33 anos, foi hospitalizada com fraturas graves e seguia internada até esta terça-feira.
O filho, Guilherme da Silva Maia, foi internado em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva Pediátrica (CPI) da unidade de emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) e teve a morte confirmada na madrugada do último domingo (4).
Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, não resistiu aos ferimentos causados por atropelamento em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, SP
Arquivo pessoal
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