Acidente de lancha que matou 6 teve embarcação irregular e consumo de álcool, aponta inquérito

  • 17/04/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra resgate das vítimas de acidente com lancha na divisa entre MG e SP A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito sobre o acidente com a lancha que deixou seis mortos no Rio Grande, entre Sacramento (MG) e Rifaina (SP). A investigação apontou que a embarcação estava com documentação irregular e que houve consumo de álcool entre as vítimas. As informações foram divulgadas pela corporação na quinta-feira (16). O acidente náutico ocorreu em fevereiro. À época, sobreviventes relataram à polícia que o condutor da lancha, Wesley Carlos da Costa, de 45 anos, não era habilitado para pilotar embarcações de pequeno porte. O Corpo de Bombeiros confirmou que ele não possuía a habilitação de Arrais-Amador. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Durante as investigações, a Polícia Civil confirmou que Wesley não tinha habilitação. Laudos periciais também indicaram que todas as vítimas haviam ingerido bebida alcoólica, incluindo o piloto, com exceção de uma criança de 4 anos que acompanhava a mãe no passeio. Ainda segundo a corporação, a apuração concluiu que o piloto perdeu o controle da lancha e bateu contra o pilar de um píer. Com o impacto, a embarcação virou e as vítimas acabaram se afogando. Como o piloto também morreu no acidente, a investigação foi concluída sem indiciamento, devido à chamada extinção da punibilidade. 🔎 A extinção da punibilidade ocorre quando o Estado perde o direito de punir um crime, mesmo que ele tenha sido cometido. Isso pode acontecer em situações como a morte do autor, prescrição ou quando o fato deixa de ser considerado crime. Nesses casos, não há aplicação de pena, conforme prevê o artigo 107 do Código Penal Brasileiro. A Polícia Civil informou que o inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário para arquivamento. Como foi o acidente? O acidente aconteceu por volta das 22h do dia 21 de fevereiro, na represa de Jaguara, no Rio Grande. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 15 pessoas tinham saído de um bar flutuante onde ocorria um show de pagode. O grupo seguia para uma casa em um condomínio às margens do rio, onde estava hospedado. Depois de bater no píer, a lancha virou. Algumas vítimas ficaram presas sob a embarcação e se afogaram, mesmo usando colete salva-vidas. Voluntários, mergulhadores e agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Rifaina participaram do resgate das vítimas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o esforço para desvirar a embarcação, com apoio de outras lanchas. Assista acima. Equipes do Corpo de Bombeiros de Sacramento, Uberaba e Araxá auxiliaram na ocorrência e realizaram buscas subaquáticas na região. Quem eram as vítimas? De acordo com o boletim de ocorrência, as seis vítimas eram de Franca (SP) e morreram afogadas porque ficaram presas embaixo da lancha. São elas: Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira - 40 anos Wesley Carlos da Silva - 45 anos Bento Aredes - 4 anos Viviane Aredes - 35 anos Erica Fernanda Lima - 40 anos Marina Matias Rodrigues - 22 anos Viviane Aredes morreu com o filho, Bento. Ela era irmã da primeira-dama de Patrocínio Paulista (SP) e completaria 36 anos no dia seguinte à tragédia. Marina era amiga de Viviane e estava com ela para comemorar o aniversário. As seis vítimas foram levadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Araxá. A Polícia Civil de Sacramento, responsável pela investigação criminal, esteve no local durante a madrugada deste domingo (22) e acompanhou o processo de identificação. LEIA TAMBÉM: Lancha fica presa em gaiolas de peixes e homem desaparece ao mergulhar para soltar motor Morador de Uberlândia morre afogado após embarcação tombar no Rio Araguari em MG Pai é levado por correnteza após salvar filha de 10 anos que se afogava no Rio Verde Marinha também apura o acidente A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, também abriu investigação para apurar o acidente náutico. Uma equipe de peritos foi enviado ao local do acidente com o objetivo de coletar elementos necessários à condução do Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). O procedimento tinha prazo inicial de 90 dias para conclusão. O g1 procurou a Marinha para saber o andamento das investigações, mas não houve resposta até a última atualização da reportagem. Marina, a amiga Viviane e o filho, vítimas do acidente com lancha entre Rifaina e Sacramento Redes sociais/Reprodução Bar onde vítimas estavam antes do acidente com lancha postou nota de pesar Redes sociais/Reprodução Acidente com lancha deixa 6 mortos no Rio Grande Corpo de Bombeiros/Divulgação Lancha virou ao bater em píer entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG) Corpo de Bombeiros/Divulgação Lancha batida contra um píer apagado no Rio Grande entre Rifaina e Sacramento Lindomar Cailton/EPTV Arte acidente lancha Rifaina Sacramento Arte/g1 VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/04/17/acidente-de-lancha-que-matou-6-teve-embarcacao-irregular-e-consumo-de-alcool-aponta-inquerito.ghtml


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